Antes da Lei Maria da Penha, a violência doméstica era um crime igual às infrações no trânsito e brigas de vizinhos julgados em tribunais de pequenas causas. O agressor quase sempre era condenado a pagar multas ou cestas básicas. A lei mudou o Código Penal, acabou com esse tipo de punição e permitiu a prisão em flagrante dos agressores além de triplicar a pena.
Além da violência física a mulher sofre também a agressão psicológica em forma de ofensas morais acabando com a sua auto-estima, algumas se sentem responsáveis pela violência. Em outros casos a mulher fica com a esperança da mudança de comportamento do parceiro principalmente depois que ele promete não agredi-la mais. Na maioria das vezes isso não acaba acontecendo e as agressões aumentam e no final terminam em assassinato.
Nem todas têm a força e a perseverança de Maria da Penha Maia, a cearense sofreu do marido, o professor Marco Antonio Herredia duas tentativas de homicídio em 1983, na primeira ela levou um tiro que a deixou paraplégica e na segunda, Marco Antonio tentou eletrocutá-la. Mesmo com toda essa violência, Herredia só foi condenado oito anos depois, mas usou os recursos legais para ficar em liberdade.
Em 2002 após o caso ter sido julgado pela Comissão dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, que pela primeira vez acatou um caso de violência doméstica, Herredia foi preso, mas cumpriu apenas dois anos de prisão.
Hoje Maria da Penha é o maior símbolo contra a violência doméstica, a lei que leva o seu nome veio para acabar com a cultura de quem pensa que “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”.

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