sábado, 20 de abril de 2013
SÃO BRAZ O COMPLEXO DA HISTÓRIA
sábado, 28 de junho de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
ESTABELECENDO A ORDEM DE QUEM INFORMA
Para dar voz ao povo que se insurgia contra o regime imposto começaram a ser impressos jornais que apoiavam esses movimentos, no Pará tivemos dois bons exemplos O SENTINELA MARANHENSE NA GUARITA DO PARÁ que apoiava o movimento cabano e O RESISTÊNCIA impresso durante a ditadura militar entre a décadas de 70 e 80.
Durante o governo dos militares, a grande parte da imprensa era censurada ou até mesmo tinha suas portas fechadas, alguns para tentar fugir dessa perseguição acabavam por aceitar a ordem imposta. Os movimentos populares, estudantis ou sindicais não eram bem vistos pelo governo, suas ações eram reprimidas e algumas lideranças eram presas , desapareciam e outras pediam asilo em um outro país.
Jornais como O GLOBO, ESTADO DE SÃO PAULO e outros jornais sempre noticiavam sem nenhuma analise a respeito da repressão, e as matérias veiculavam sempre da mesma maneira em todos os órgãos de imprensa.
Os canais de TV assim como as emissoras de radio da época também não tinham voz, quando ocorria de ir para o ar alguma noticia que ia contra o governo a repressão era maior, chegando a atingir os funcionários diretamente e em alguns casos com demissões de toda redação.
Os meios de comunicação em massa no Brasil, durante esses dois momentos em nossa história não informavam de maneira correta, pareciam que nada de mais ocorria, e não serviram para estabelecer uma ordem. Talvez agora, depois de fatos recentes como na década de 90 com os “Caras Pintadas” e um pouco antes com a campanha das “ DIRETAS JÁ” essa mesma imprensa comece a enxergar o poder que o povo tem em mudar a situação do nosso país.
Caminhamos a passos curtos, os meios de comunicação no Brasil nas mão de poucos, existe uma concentração de propriedade e os oligopólios, políticos donos de canais de tv e emissoras de radio. A informação acaba sendo controlada por quem detêm o poder e acabam por fazer a opinião de quem assiste, escuta ou ler.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
227 Sacramenta Humaitá
O Belemense é muito paciente, principalmente quando se trata do transporte coletivo. Belém tem uma frota enorme de ônibus, a maioria sem nenhuma condição de trafegar e para dá uma camuflada resolveram colocar um novo layout na carroceria, tudo bem, ficou legal as imagens dos ícones paraenses (açaí, tacacá, etc.), pintaram, mudaram, mais os ônibus continuam velhos e cheio de baratas por dentro. E a renovação da frota, cadê? Se olharmos direito, dá pra perceber que são poucos os ônibus novos trafegando.Não posso esquecer de mencionar a educação quase britânica dos motoristas e cobradores, sempre bem humorados e prontos a lhe tratar bem todos os dias da semana. Parece que todos são formados em Relações Públicas.
E quando o coletivo dá prego, mal entrou e ele já parou. Você lá sentadinho, alegre por que ia a viagem inteira confortavelmente acomodado, tem que descer e esperar o próximo que provavelmente virá abarrotado de gente. Durante o trajeto começa a aparecer os vendedores de balas de gengibre, picolé e jujuba. Algumas paradas depois entra um cara entregando a copia da copia do papel onde diz que ele é pai de cinco filhos, não tem emprego desde 1999 e que aceita qualquer tipo de ajuda. Naquele momento você concerteza já gastou uns cinco reais contando a passagem, as balas de gengibre e as jujubas, o que restou de moeda vai pro cara do papel.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
NEW ORDER
Nos anos 80, eu só escutava o New Order, 24 horas por dia, principalmente depois que ganhei um WalkMan da minha mãe. Passava horas gravando em fitas cassetes todos os vinis que tinha da Banda, chegava a roubar os tapes de meu pai com as músicas do Paul Mauriat, e neles gravava sucessos como Blue Monday (O single 12” mais vendido da História), Ceremony, Temptation entre outras.
A minha preferida era Your Silent Face do álbum Power, Corruption and Lies, tenho até hoje a capa com as Rosas. As capas dos discos do New Order, principalmente as idealizadas por Peter Saville, eram maravilhosas, destaco a de Blue Monday, apenas um disquete, sem foto ou nome da banda.
Na época conseguir esses discos não era fácil, ficava garimpando na casa dos amigos, pegava emprestado ou ficava esperando meu pai voltar de São Paulo com um.
Em 88 a banda esteve no Brasil, não pude ir assistir, com meus 13 anos minha mãe “achava” que eu era muito criança, e disse – NÃO!!!
É claro que esse “não” me rendeu um presente especial, a coletânea em 12” SUBSTANCE, com apenas uma música inédita, a maravilhosa True Faith.
Durante a década de 90 o grupo realizou apenas projetos paralelos, Benard Summer formou o grupo Eletronic junto com Johnny Marr do THE SMITHS, Peter Hook criou o Mônaco, e para não ficar de fora os outros dois, Morris e Gillian criaram o sugestivo The Other Two.
E eu, mudei para o Amazonas, "projeto" de meu pai, para me tirar da vida malandra que estava levando em Belém. O Bom é que em Manaus conseguia encontrar com mais facilidade esses discos, agora em CD, devido a Zona Franca, foi lá que completei a minha coleção.
Tive que esperar quase 18 anos para consegui realizar um sonho, assistir um show da banda, e foi ano passado em São Paulo. Mesmo com o som péssimo da casa de espetáculos(Via Funchal), valeu a pena recordar uma época da minha vida onde o New Order fazia a trilha sonora.
Por isso, essa semana coloquei no Blog alguns vídeos do New Order e também uma rápida biografia:
A Banda de Manchester(Inglaterra) surgiu no início da década com os remanescentes do Joy Division(outra estória que conto depois) banda pós-punk que tinha como líder Ian Curtis. Ian cometeu suicídio em maio de 1980 no auge da carreira.
Apesar da tragédia, Bernard Summer(Vocal e Guitarra), Peter Hook(Baixista com um jeito único de tocar) e Stephen Morris(Baterista e sintetizadores) decidiram continuar e mudaram o nome da banda para NEW ORDER, uma espécie de renascimento. Ainda em 1980, se junta ao grupo à guitarrista e tecladista Gillian Gilbert.
Pioneiro na união do rock com o eletrônico, o grupo tornou-se em pouco tempo o maior divulgador da música eletrônica.
Não queria dizer, mas, o grupo acabou, Peter Hook anunciou no seu blog em maio desse ano.
Para mim não, escuto New Order e Joy Division sempre, inclusive agora.
até.
DISCOGRAFIA
1981 - Movement
1983 - Power, Corruption and Lies
1985 - Low Life
1986 - Brotherhod
1987 - Substance
1989 - Technique
1993 - Republic
2001 - Get Ready
2005 - Waiting for the Siren's Call
2006 - Singles
Relação dos vídeos no blog: 1-Blue Monday 2-True Faith 3-Crystal 4-Krafty
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Maria da Penha
Antes da Lei Maria da Penha, a violência doméstica era um crime igual às infrações no trânsito e brigas de vizinhos julgados em tribunais de pequenas causas. O agressor quase sempre era condenado a pagar multas ou cestas básicas. A lei mudou o Código Penal, acabou com esse tipo de punição e permitiu a prisão em flagrante dos agressores além de triplicar a pena.
Além da violência física a mulher sofre também a agressão psicológica em forma de ofensas morais acabando com a sua auto-estima, algumas se sentem responsáveis pela violência. Em outros casos a mulher fica com a esperança da mudança de comportamento do parceiro principalmente depois que ele promete não agredi-la mais. Na maioria das vezes isso não acaba acontecendo e as agressões aumentam e no final terminam em assassinato.
Nem todas têm a força e a perseverança de Maria da Penha Maia, a cearense sofreu do marido, o professor Marco Antonio Herredia duas tentativas de homicídio em 1983, na primeira ela levou um tiro que a deixou paraplégica e na segunda, Marco Antonio tentou eletrocutá-la. Mesmo com toda essa violência, Herredia só foi condenado oito anos depois, mas usou os recursos legais para ficar em liberdade.
Em 2002 após o caso ter sido julgado pela Comissão dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, que pela primeira vez acatou um caso de violência doméstica, Herredia foi preso, mas cumpriu apenas dois anos de prisão.
Hoje Maria da Penha é o maior símbolo contra a violência doméstica, a lei que leva o seu nome veio para acabar com a cultura de quem pensa que “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA

Têm seus princípios baseados nos direitos e liberdade de toda e qualquer criança e como ela deve viver: "Num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal".
Claro que nada disso é respeitado, hoje em dia o trabalho infantil deixa longe das escolas milhares de crianças no Brasil. Recentemente a Organização Internacional do Trabalho divulgou um estudo alertando para esse problema e mesmo com todo o esforço do governo brasileiro(Bolsa família-MDS) o trabalho infantil vai existir, pelo menos até 2015 em nosso país.
E quando falam que não existe guerra no Brasil, esquecem quantas crianças perderam seus pais devido a Violência Urbana nas grandes cidades. O maior exemplo está nas favelas do Rio de Janeiro, onde os traficantes travam uma luta contra outras facções e políciais corruptos(milícias). Esses grupos mandam e desmandam nas comunidades pobres e sempre assassinam inocentes, na maioria das vezes pais de família. Sem o principal sustento da família a qualidade de vida cai e a criança acaba saindo da escola e caindo no mundo das drogas, usando ou sendo "funcionários do tráfico".
Outro mal presente é a prostituição infantil presente em todos os estados brasileiros, hoje esse é um assunto que muito se escuta mais que se sabe muito pouco.
Essa violência contra a criança acontece de várias maneiras, a principal é em casa, e na maioria das vezes promovida por um conhecido da criança.
Outras são escravas do sexo, tudo por um prato de comida ou para conseguir dinheiro para se drogar. Tudo começa com a violência em casa, essas crianças não conseguem suportar tantas agressões e acabam fugindo e entrando nesse mundo.
Esse é um problema que ainda não tem solução no Brasil, principalmente porque é um "negócio" muito rentável no mundo, perde apenas para o narcotráfico e para a industria das armas.
Depois disso tudo, como nossas crianças vão viver em um ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal?
Até....


