Em vários momentos da historia brasileira encontramos aspirações da sociedade contra a ordem estabelecia. Quando o Brasil almejava a sua independência, algumas províncias já lutavam por essa autonomia antes ou durante o processo, e em alguns momentos ocorrendo revoltas armadas como no caso da Cabanagem no Pará. A Imprensa da época cobria esses casos sempre de maneira superficial e na maioria das vezes colocando os revoltosos como sendo a parte errada no conflito. Nessa época não podemos mencionar ainda o termo Meios de Comunicação de Massa, afinal existiam apenas jornais periódicos e o famoso “boca a boca”. Mesmo assim, jornais como o A AURORA FLUMINENSE em 1835 já tentava colocar em seus textos o que era o certo e o errado, criticando a posição dos lideres cabanos.
Para dar voz ao povo que se insurgia contra o regime imposto começaram a ser impressos jornais que apoiavam esses movimentos, no Pará tivemos dois bons exemplos O SENTINELA MARANHENSE NA GUARITA DO PARÁ que apoiava o movimento cabano e O RESISTÊNCIA impresso durante a ditadura militar entre a décadas de 70 e 80.
Durante o governo dos militares, a grande parte da imprensa era censurada ou até mesmo tinha suas portas fechadas, alguns para tentar fugir dessa perseguição acabavam por aceitar a ordem imposta. Os movimentos populares, estudantis ou sindicais não eram bem vistos pelo governo, suas ações eram reprimidas e algumas lideranças eram presas , desapareciam e outras pediam asilo em um outro país.
Jornais como O GLOBO, ESTADO DE SÃO PAULO e outros jornais sempre noticiavam sem nenhuma analise a respeito da repressão, e as matérias veiculavam sempre da mesma maneira em todos os órgãos de imprensa.
Os canais de TV assim como as emissoras de radio da época também não tinham voz, quando ocorria de ir para o ar alguma noticia que ia contra o governo a repressão era maior, chegando a atingir os funcionários diretamente e em alguns casos com demissões de toda redação.
Os meios de comunicação em massa no Brasil, durante esses dois momentos em nossa história não informavam de maneira correta, pareciam que nada de mais ocorria, e não serviram para estabelecer uma ordem. Talvez agora, depois de fatos recentes como na década de 90 com os “Caras Pintadas” e um pouco antes com a campanha das “ DIRETAS JÁ” essa mesma imprensa comece a enxergar o poder que o povo tem em mudar a situação do nosso país.
Caminhamos a passos curtos, os meios de comunicação no Brasil nas mão de poucos, existe uma concentração de propriedade e os oligopólios, políticos donos de canais de tv e emissoras de radio. A informação acaba sendo controlada por quem detêm o poder e acabam por fazer a opinião de quem assiste, escuta ou ler.
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